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Mês de junho dedicado a António Feijó
A Biblioteca Municipal de Ponte de Lima apresenta uma exposição temática na Sala de Adultos dedicada ao ilustre limiano António Feijó, no mês em que este notável poeta comemorava o seu nascimento, e no mês em que se assinala, também, o seu falecimento.
Assim, durante o mês de junho destaca-se a vida e obra deste distinto diplomata limiano.
Poeta e diplomata, António Joaquim de Castro Feijó nasceu 1 de junho de 1859, em Ponte de Lima, e morreu a 21 de junho de 1917, em Estocolmo.
Deixou uma obra reveladora de tendências diversas, entre o Parnasianismo, o Romantismo, o Decadentismo e o Simbolismo, e influências ecléticas, que vão de Leconte de Lisle, Théodore de Banville e Gautier a Vítor Hugo, de Leopardi a Baudelaire, de Guerra Junqueiro a João Penha.
Em 1882, publica o seu primeiro volume de poesias, Transfigurações.
No ano de 1883, forma-se em Direito na Universidade de Coimbra, onde tem por companheiros Luís de Magalhães, Manuel da Silva Gaio e Luís de Castro Osório, com quem viria a fundar, em 1880, a Revista Científica e Literária de Coimbra. De finais dos anos 70 até início da década de 90, colaborará em vários periódicos, como a Revista Literária do Porto, Novidades, Revista de Coimbra, Museu Ilustrado, O Instituto, Arte.
Em 1884 edita Líricas e Bucólicas (1884) e À Janela do Ocidente (1885).
Em 1886, ingressa na carreira diplomática, sendo primeiro Cônsul no Brasil e depois Ministro de Portugal em Estocolmo.
No Cancioneiro Chinês (1890) revela o gosto pelo exotismo orientalista.
No dia 24 de setembro de 1900, casou com a bela sueca Maria Carmen Mercedes Joana Lewin. A amada companheira da sua vida foi mulher de proverbial beleza e encantamento. Morreu em 1915, acontecimento que abalou profundamente o poeta. Do casamento ficaram dois filhos - António Nicolau e Joana Mercedes (Ninette).
Em 1907 publica Bailatas, sob o pseudónimo de Inácio de Abreu e Lima.
As suas últimas obras, particularmente a coletânea póstuma Sol de inverno, editada em 1922, espelham o lirismo sóbrio, o simbolismo depurado, os motivos melancólicos, outonais, e os temas da saudade e da morte, que são algumas das caraterísticas da obra de António Feijó.